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sorteado · sem algoritmo








estantes para descobrir
Sorteadas, e não ordenadas: a lista muda a cada visita, e quem lê devagar aparece tanto quanto quem lê rápido.
- Ant Lucas@ant





- Kapis@kapis





- Lyra@mooncakke❝ I'm a person with a fucking dream ❞




- Rosângela Soares de Sousa@rosangela-soares-de-sousa





- Alexssander Affonso da Silva@alexssander-affonso-da-silva





- Daniela@danielaApenas uma leitora





- Gabriel Olegário@olegas4realConstruindo coisas legais ;)





- Bruno Anken@brunoankenNão leio muito e tento ler com muita intenção





listas montadas à mão
Listas que alguém montou com as próprias mãos. Abra uma, e se ela for boa, guarde: ela fica no seu perfil, com o nome de quem fez.
- Nevernight - A Sombra do Corvo (Crônicas da Quasinoite, #1)Jay KristoffGarotas de neve e vidroMelissa BashardoustGodsgrave: O Espetáculo Sangrento (Crônicas da Quasinoite, #2)Jay KristoffCrier's WarNina VarelaCrier's War: An Epic Sapphic Fantasy of Revolution, Love, and Betrayal in a World of Automae and Humans (Crier’s War Book 1)Nina Varelasapphicde Lyra73 livros
resenhas recentes

Lyra sobre Os Sete Maridos de Evelyn Hugo
Um dos melhores, senão, melhor livro de romance sáfico que já li ❤️
ler resenha inteira28 de agosto
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Gabriel Olegário sobre Maus
Terminei Maus e ainda estou meio sem chão. Tem obra que você não consegue avaliar de fora, e essa é uma delas. É como tentar dar nota pro diário de Anne Frank: qualquer crítica impessoal soa injusta diante do que está ali. Então vou pelo que senti. E o que senti foi gratidão por esse livro existir. O acerto do Spiegelman foi a mídia. Escolher o quadrinho pra falar do Holocausto parece contraintuitivo, quase leviano, e é por isso mesmo que funciona. Os judeus são ratos, os nazistas são gatos, e nessa fábula de aparência ingênua a barbárie fica mais nítida do que em muito relato realista. A gente normaliza o horror quando ele vira número e data. O desenho devolve o rosto. Mas o que me pegou de verdade não foi só a guerra. Foi o presente do livro: o Art tentando arrancar a história do pai, e o Vladek tentando só viver a vida dele, mexer nas coisinhas dele, economizar até o último centavo. O Vladek é difícil. É sovina, é racista numa cena que dói justamente por vir de quem sobreviveu ao ódio racial, vive numa lógica de escassez que sufoca quem está por perto. A Mala, a segunda esposa, mal aguenta. Só que o livro não te deixa julgar em paz: cada defeito dele é cicatriz. A mesquinhez de quem passou fome não é a mesma de quem nunca passou. O ponto mais fino é o da culpa cruzada. O Art não alcança a dimensão do que o pai viveu, e por isso implica, se irrita, se afasta. Mas quem não larga o Holocausto é o filho. Quem quer virar a página é o sobrevivente. Tem uma hora em que o Vladek praticamente diz que cada pergunta o transporta de volta pra lá. E fica a questão que o livro não resolve: como registrar a dor de alguém sem obrigá-lo a sofrê-la de novo? Não sei se tenho o direito de dizer se é bom. Sei que é necessário. Dessas leituras que reorganizam alguma coisa em você.
ler resenha inteira15 de agosto
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Gabriel Olegário sobre Frankenstein
Escolhi esse livro pela lombada. Verde, arredondada, ali na estante, num momento em que eu só queria ler pra baixar a ansiedade. Terminei com o mesmo vazio da Metamorfose e uma pergunta que não me largou: o quanto eu me enxergo no monólogo desse monstro? Frankenstein é horror, talvez a primeira ficção científica, mas não é body horror. É horror social. A primeira rejeição da criatura acontece no segundo em que ela nasce: não falava, não se movia, apenas existia, e já foi sentenciada. A rejeição não foi moral, foi estética. Nem houve julgamento, só houve olhar. Eu, enquanto homem negro, conheço esse olhar. E a criatura tinha força pra revidar em Felix De Lacey, e não revidou. Não queria dominação, queria aceitação. A violência que vem depois não é natureza, é o que sobra quando nenhuma forma de existir é tolerada. "Eu era benevolente e bom, a miséria me tornou um monstro." Talvez a pergunta honesta não seja se é errado se enxergar num monstro. Seja: quais rejeições, quais olhares, quais silêncios foram se acumulando até que aquela lombada verde fizesse tanto sentido? Mary Shelley escreveu isso aos dezoito anos.
ler resenha inteira16 de julho
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estão lendo agora
O que está aberto na mesa de alguém agora, sem nome e sem número: ou a capa te chama, ou não te chama.

















