Frankenstein
Narra a história do Dr. Victor Frankenstein, um cientista ambicioso que cria uma criatura de forma monstruosa a partir de partes de cadáveres, e a subsequente tragédia que assola suas vidas após a criatura ser rejeitada e abandonada por seu criador.
da Open Library
- editora
- DarkSide Books
- ano da edição
- 2017
- formato
- capa dura
- páginas
- 304
- ISBN
- 9788594540188
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1 resenha
Escolhi esse livro pela lombada. Verde, arredondada, ali na estante, num momento em que eu só queria ler pra baixar a ansiedade. Terminei com o mesmo vazio da Metamorfose e uma pergunta que não me largou: o quanto eu me enxergo no monólogo desse monstro? Frankenstein é horror, talvez a primeira ficção científica, mas não é body horror. É horror social. A primeira rejeição da criatura acontece no segundo em que ela nasce: não falava, não se movia, apenas existia, e já foi sentenciada. A rejeição não foi moral, foi estética. Nem houve julgamento, só houve olhar. Eu, enquanto homem negro, conheço esse olhar. E a criatura tinha força pra revidar em Felix De Lacey, e não revidou. Não queria dominação, queria aceitação. A violência que vem depois não é natureza, é o que sobra quando nenhuma forma de existir é tolerada. "Eu era benevolente e bom, a miséria me tornou um monstro." Talvez a pergunta honesta não seja se é errado se enxergar num monstro. Seja: quais rejeições, quais olhares, quais silêncios foram se acumulando até que aquela lombada verde fizesse tanto sentido? Mary Shelley escreveu isso aos dezoito anos.
16 de julho de 2026
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autor
Mary Shelley
Mary Shelley (1797–1851) foi uma escritora e romancista inglesa, imortalizada como a criadora de Frankenstein; ou o Prometeu Moderno (1818), obra-prima fundamental que deu origem à ficção científica e redefiniu a literatura gótica. Filha de intelectuais radicais e esposa do poeta Percy Bysshe Shelley, ela cresceu imersa no meio literário e filosófico da época.
Sua escrita se destaca pela sensibilidade dramática e por abordar dilemas profundos sobre a ambição científica, a solidão, a responsabilidade moral do criador e a busca por aceitação. Além do romance que a consagrou aos 20 anos, publicou outras obras notáveis, como o livro pós-apocalíptico O Último Homem, além de biografias e contos.
O legado de Shelley moldou a cultura pop, o horror e a ficção científica modernos, consolidando-a como uma das autoras mais visionárias, influentes e brilhantes do Romantismo mundial.
escrito aqui no Gume
