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sorteado · sem algoritmo








estantes para descobrir
Sorteadas, e não ordenadas: a lista muda a cada visita, e quem lê devagar aparece tanto quanto quem lê rápido.
- Alexssander Affonso da Silva@alexssander-affonso-da-silva





- Lyra@mooncakke❝ I'm a person with a fucking dream ❞




- Daniela@danielaApenas uma leitora





- Bruno Anken@brunoankenNão leio muito e tento ler com muita intenção





- Kapis@kapis





- Ant Lucas@ant





- Rosângela Soares de Sousa@rosangela-soares-de-sousa





- Gabriel Olegário@olegas4realConstruindo coisas legais ;)





listas montadas à mão
Listas que alguém montou com as próprias mãos. Abra uma, e se ela for boa, guarde: ela fica no seu perfil, com o nome de quem fez.
resenhas recentes

Lyra sobre Os Sete Maridos de Evelyn Hugo
Um dos melhores, senão, melhor livro de romance sáfico que já li ❤️
ler resenha inteira28 de agosto
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Gabriel Olegário sobre Maus
Terminei Maus e ainda estou meio sem chão. Tem obra que você não consegue avaliar de fora, e essa é uma delas. É como tentar dar nota pro diário de Anne Frank: qualquer crítica impessoal soa injusta diante do que está ali. Então vou pelo que senti. E o que senti foi gratidão por esse livro existir. O acerto do Spiegelman foi a mídia. Escolher o quadrinho pra falar do Holocausto parece contraintuitivo, quase leviano, e é por isso mesmo que funciona. Os judeus são ratos, os nazistas são gatos, e nessa fábula de aparência ingênua a barbárie fica mais nítida do que em muito relato realista. A gente normaliza o horror quando ele vira número e data. O desenho devolve o rosto. Mas o que me pegou de verdade não foi só a guerra. Foi o presente do livro: o Art tentando arrancar a história do pai, e o Vladek tentando só viver a vida dele, mexer nas coisinhas dele, economizar até o último centavo. O Vladek é difícil. É sovina, é racista numa cena que dói justamente por vir de quem sobreviveu ao ódio racial, vive numa lógica de escassez que sufoca quem está por perto. A Mala, a segunda esposa, mal aguenta. Só que o livro não te deixa julgar em paz: cada defeito dele é cicatriz. A mesquinhez de quem passou fome não é a mesma de quem nunca passou. O ponto mais fino é o da culpa cruzada. O Art não alcança a dimensão do que o pai viveu, e por isso implica, se irrita, se afasta. Mas quem não larga o Holocausto é o filho. Quem quer virar a página é o sobrevivente. Tem uma hora em que o Vladek praticamente diz que cada pergunta o transporta de volta pra lá. E fica a questão que o livro não resolve: como registrar a dor de alguém sem obrigá-lo a sofrê-la de novo? Não sei se tenho o direito de dizer se é bom. Sei que é necessário. Dessas leituras que reorganizam alguma coisa em você.
ler resenha inteira15 de agosto
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Gabriel Olegário sobre Frankenstein
Escolhi esse livro pela lombada. Verde, arredondada, ali na estante, num momento em que eu só queria ler pra baixar a ansiedade. Terminei com o mesmo vazio da Metamorfose e uma pergunta que não me largou: o quanto eu me enxergo no monólogo desse monstro? Frankenstein é horror, talvez a primeira ficção científica, mas não é body horror. É horror social. A primeira rejeição da criatura acontece no segundo em que ela nasce: não falava, não se movia, apenas existia, e já foi sentenciada. A rejeição não foi moral, foi estética. Nem houve julgamento, só houve olhar. Eu, enquanto homem negro, conheço esse olhar. E a criatura tinha força pra revidar em Felix De Lacey, e não revidou. Não queria dominação, queria aceitação. A violência que vem depois não é natureza, é o que sobra quando nenhuma forma de existir é tolerada. "Eu era benevolente e bom, a miséria me tornou um monstro." Talvez a pergunta honesta não seja se é errado se enxergar num monstro. Seja: quais rejeições, quais olhares, quais silêncios foram se acumulando até que aquela lombada verde fizesse tanto sentido? Mary Shelley escreveu isso aos dezoito anos.
ler resenha inteira16 de julho
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estão lendo agora
O que está aberto na mesa de alguém agora, sem nome e sem número: ou a capa te chama, ou não te chama.























