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a curadoria do GumeTop 100: os queridinhos do GumeOs cem livros que a comunidade mais amou, na ordem do amor recebido. Ninguém edita: cada "gostei" e cada "adorei" conta um voto, e a lista se refaz sozinha.O Hobbit1984A Arte da GuerraA revolução dos bichosFrankensteinMausMemórias do subsoloNoites Brancas

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resenhas recentes

  • Os Sete Maridos de Evelyn Hugo

    Lyra sobre Os Sete Maridos de Evelyn Hugo

    Um dos melhores, senão, melhor livro de romance sáfico que já li ❤️

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    28 de agosto

    1
  • Maus

    Gabriel Olegário sobre Maus

    Terminei Maus e ainda estou meio sem chão. Tem obra que você não consegue avaliar de fora, e essa é uma delas. É como tentar dar nota pro diário de Anne Frank: qualquer crítica impessoal soa injusta diante do que está ali. Então vou pelo que senti. E o que senti foi gratidão por esse livro existir. O acerto do Spiegelman foi a mídia. Escolher o quadrinho pra falar do Holocausto parece contraintuitivo, quase leviano, e é por isso mesmo que funciona. Os judeus são ratos, os nazistas são gatos, e nessa fábula de aparência ingênua a barbárie fica mais nítida do que em muito relato realista. A gente normaliza o horror quando ele vira número e data. O desenho devolve o rosto. Mas o que me pegou de verdade não foi só a guerra. Foi o presente do livro: o Art tentando arrancar a história do pai, e o Vladek tentando só viver a vida dele, mexer nas coisinhas dele, economizar até o último centavo. O Vladek é difícil. É sovina, é racista numa cena que dói justamente por vir de quem sobreviveu ao ódio racial, vive numa lógica de escassez que sufoca quem está por perto. A Mala, a segunda esposa, mal aguenta. Só que o livro não te deixa julgar em paz: cada defeito dele é cicatriz. A mesquinhez de quem passou fome não é a mesma de quem nunca passou. O ponto mais fino é o da culpa cruzada. O Art não alcança a dimensão do que o pai viveu, e por isso implica, se irrita, se afasta. Mas quem não larga o Holocausto é o filho. Quem quer virar a página é o sobrevivente. Tem uma hora em que o Vladek praticamente diz que cada pergunta o transporta de volta pra lá. E fica a questão que o livro não resolve: como registrar a dor de alguém sem obrigá-lo a sofrê-la de novo? Não sei se tenho o direito de dizer se é bom. Sei que é necessário. Dessas leituras que reorganizam alguma coisa em você.

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    15 de agosto

    1
  • Frankenstein

    Gabriel Olegário sobre Frankenstein

    Escolhi esse livro pela lombada. Verde, arredondada, ali na estante, num momento em que eu só queria ler pra baixar a ansiedade. Terminei com o mesmo vazio da Metamorfose e uma pergunta que não me largou: o quanto eu me enxergo no monólogo desse monstro? Frankenstein é horror, talvez a primeira ficção científica, mas não é body horror. É horror social. A primeira rejeição da criatura acontece no segundo em que ela nasce: não falava, não se movia, apenas existia, e já foi sentenciada. A rejeição não foi moral, foi estética. Nem houve julgamento, só houve olhar. Eu, enquanto homem negro, conheço esse olhar. E a criatura tinha força pra revidar em Felix De Lacey, e não revidou. Não queria dominação, queria aceitação. A violência que vem depois não é natureza, é o que sobra quando nenhuma forma de existir é tolerada. "Eu era benevolente e bom, a miséria me tornou um monstro." Talvez a pergunta honesta não seja se é errado se enxergar num monstro. Seja: quais rejeições, quais olhares, quais silêncios foram se acumulando até que aquela lombada verde fizesse tanto sentido? Mary Shelley escreveu isso aos dezoito anos.

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    16 de julho

    1

estão lendo agora

O que está aberto na mesa de alguém agora, sem nome e sem número: ou a capa te chama, ou não te chama.

  • A natureza da mordida
  • O Nome do Vento
  • 1984
  • Mrs. Dalloway / Orlando
  • Latim em pó: Um passeio pela formação do nosso português
  • Neca
  • Frieren e a Jornada para o Além - Vol 01
  • A Arte de Ler ou como resistir à adversidade
  • Para ler como um escritor
  • O Mestre e Margarida
  • Morfologia
  • Reunião: 10 livros de poesia
  • Os trabalhos e as noites
  • Árvore de Diana
  • Livro do desassossego
  • O Nascimento da Tragédia
  • Duna
  • Oxford Handbook Of Epidemiology For Clinicians