Política, Cultura E Classe Na Revolução Francesa
Em 1984, quando Lynn Hunt publicou este estudo, a discussão acerca da Revolução Francesa girava ao redor de três eixos: o marxista, cujo interesse era examinar a nova classe que surgia e seus desdobramentos modernos; o revisionista, que dizia não haver nova classe e sim uma adesão da burguesia à elite; e o toquevileano, para o qual a Revolução engrandeceu e centralizou o Estado.
O problema, segundo a autora, é que as três visões são calcadas na idéia de que a Revolução deve ser vista somente a partir de suas origens e conseqüências, ou seja, que ela estava determinada no passado e que seus desdobramentos mais relevantes estão no presente. O que fica de fora, portanto, é a vivência do período revolucionário e, mais especificamente, a vivência da política durante o processo da revolução.
Segundo a autora, o que surgiu com a Revolução Francesa foi uma cultura da política, dotada de "valores, expectativas e regras implícitas" próprios. Ao analisar o impacto desse novo repertório no bojo da Revolução, e não apenas seus desdobramentos modernos, ela lança nova luz sobre o período revolucionário, trazendo a política para a esfera da cultura e revelando a cultura como parte intrínseca da vida política e mediadora das relações sociais.
da Open Library
- editora
- Editora Cia das Letras
- ano da edição
- 2007
- formato
- brochura
- páginas
- 344
- ISBN
- 9788535909791
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autor
Lynn Hunt
