Os miseráveis
Os Miseráveis (1862), de Victor Hugo, é um épico clássico sobre redenção, justiça e compaixão ambientado na França do século XIX.
A trama segue Jean Valjean, que passa 19 anos preso por roubar um pão para alimentar a família. Ao sair, rejeitado pela sociedade, ele ganha uma oportunidade de recomeço após uma demonstração incondicional de piedade do Bispo Myriel. Adotando uma nova identidade, Valjean torna-se um industrial próspero e prefeito generoso, prometendo cuidar da jovem Cosette no leito de morte de sua mãe, a injustiçada Fantine.
No entanto, a busca por uma vida em paz é constantemente ameaçada pelo inspetor Javert, um homem obcecado pela lei e cego pela moral inflexível, que dedica a vida a perseguir Valjean. A história se entrelança com os levantes estudantis da Revolução de Julho de 1832 em Paris, onde o jovem Marius se apaixona por Cosette.
Por meio desses destinos entrelaçados, Victor Hugo constrói uma crítica profunda às desigualdades sociais, à miséria urbana e à rigidez do sistema judiciário, contrastando a justiça dos homens com a verdadeira misericórdia. O romance permanece como um dos retratos mais poderosos da luta humana pela dignidade, amor e transformação moral.
escrito aqui no Gume
- editora
- Penguin-Companhia
- ano da edição
- 2017
- formato
- brochura
- páginas
- 1912
- ISBN
- 9788582850480
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autor

Victor Hugo
França
Poeta, romancista e dramaturgo francês nascido em 1802, figura central do romantismo e uma das maiores presenças públicas do século XIX. Em Os Miseráveis, acompanhou um ex-presidiário perseguido a vida inteira por um roubo de pão e transformou o romance numa acusação ao sistema penal e à miséria, com digressões inteiras sobre a batalha de Waterloo e os esgotos de Paris. Em Notre-Dame de Paris, salvou literalmente a catedral, então em ruínas, ao devolvê-la ao imaginário francês. Opôs-se ao golpe de Napoleão III e passou dezenove anos exilado, escrevendo alguns de seus melhores livros longe de casa. Defendeu a abolição da pena de morte e a educação pública. Quando morreu, em 1885, mais de um milhão de pessoas acompanharam o cortejo.
escrito aqui no Gume
