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Helena

Machado de Assis

Helena é um romance de Machado de Assis. Foi publicado em 1876. Aqui pouco temos da sutileza psicológica dos dois primeiros romances, verdadeiros estudos de mulheres, ou da sutileza filosófica dos romances da fase madura de Machado. Parece que Machado, após as críticas negativas a A Mão e a Luva (vide o verbete), quis mostrar que ele também era capaz de escrever um texto quintessencialmente folhetinesco. Temos aqui o amor proibido (incestuoso, até prova ao contrário), passado misterioso (de Helena antes de ingressar na família do finado Conselheiro), a força do destino (que faz de Salvador o eterno fracassado), o marido traído e abandonado (Salvador), a morte trágica de personagem jovem, etc. É em Helena que Machado é menos "machadiano", mais romântico. Por isso é considerado pela crítica moderna o mais "fraco" romance de Machado. "Que era, na verdade, o romance Helena? Nada mais que um folhetim ao gosto romântico, destinado a emocionar senhoras e moças de coração sensível. A intriga fora armada precisamente para provocar tal efeito e o autor se deu ao maior esforço para torná-la menos inverossímil, ou mais aceitável, sem todavia conseguir dissimular inteiramente o que tinha de art…

da Wikipédia

ano da edição
1998
formato
outro
páginas
144
ISBN
9788516019068

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autor

Machado de Assis

Machado de Assis

Brasil

Maior nome da literatura brasileira e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. Nasceu no Rio de Janeiro em 1839, neto de escravos alforriados, gago e epilético, e chegou ao centro da elite letrada do Império sem nunca parar de olhar para essa elite com ironia. Começou romântico e virou outra coisa a partir de 1880, quando publicou Memórias Póstumas de Brás Cubas, narrado por um defunto que escreve com a pena da galhofa e a tinta da melancolia. Depois vieram Quincas Borba, Dom Casmurro e contos que ainda hoje parecem escritos ontem. Ninguém no Brasil desconfiou tanto do próprio narrador: em Dom Casmurro, a dúvida sobre a traição de Capitu nunca se resolve, e é esse buraco que mantém o livro vivo mais de um século depois. Escreveu também poesia, teatro e crônica, e morreu em 1908.

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