Gume

As sinhás pretas da Bahia: suas escravas, suas jóias

Antonio Risério

"Mulheres negras e mestiças de um modo geral - algumas africanas, outras já brasileiras - conseguiram o que parecia impossível numa sociedade escravista como a nossa: ganharam dinheiro, compraram sua liberdade e, já ricas, passaram a investir em escravos, imóveis e jóias. Recebiam o respeitoso tratamento de Dona nas principais cidades do Brasil colonial e imperial, a exemplo de Salvador, do Rio de Janeiro e dos núcleos barrocos de Minas Gerais. Algumas delas estão na própria origem do candomblé brasileiro: escravas que se tornaram senhoras de escravos - como Iyá Nassô, Marcelina Obatossí, Otampê Ojaró - criaram os hoje famosos terreiros do candomblé jeje-nagô do Brasil, como a Casa Branca do Engenho Velho, o Gantois e o Alaketu. Processo fascinante que é o tema do novo ensaio do antropólogo baiano Antonio Risério, marcado pela riqueza de dados e de análises, e mesmo, nas palavras do historiador Manolo Florentino, que assina a apresentação, pela originalidade teórica. Aqui podemos acompanhar os lances fundamentais da trajetória dessas negras escravistas, que não só conquistaram sua liberdade como, em alguns casos, lideraram ações político-religiosas que enriqueceram em profundidade a vida e a cultura brasileiras."--Page 4 of cover.

da Open Library

editora
Topbooks
ano da edição
2021
formato
outro
páginas
248
ISBN
9786558970040

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autor

Antonio Risério

Antonio Risério

Brasil

Brazilian writer and poet

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